A produção integrada apresenta-se como um tipo de agricultura que pretende reduzir a pegada ambiental. Um compromisso feito entre a agricultura dita convencional e a agricultura biológica ou agroecologia. Na primeira, a produtividade é o fim que justifica qualquer meio, com consequências potencialmente desastrosas para o nosso planeta (como a desertificação dos solos ou a diminuição radical da biodiversidade). Na segunda, a preservação do ecossistema local não só inspira soluções diferentes como rege toda a tomada de decisões.

O que é e como funciona ?

A produção integrada corresponde a uma abordagens um pouco mais holistica da produção de produtos agrícolas e géneros alimentícios de qualidade. Apesar da otimização do resultado económico ser o mais importante, a sua atividade baseia-se na aplicação de boas práticas agrícolas. A gestão racional dos recursos naturais e a utilização de mecanismos de regulação natural em substituição de factores de produção, são outra das recomendações. Assim, esta produção integrada pretende limita, em certa medida, a quantidade de substâncias químicas utilizadas, promove a preservação e melhoria da fertilidade intrínseca dos solos, fomenta a biodiversidade, e procura minimizar os efeitos secundários decorrentes da própria atividade agrícola.

Produção integrada : vantagens e limitações

A produção integrada permite reduzir a pegada ecológica da atividade agrícola e promove uma gestão otimizada dos recursos naturais e meios técnicos à disposição. Assim, promove um equilíbrio entre rentabilidade da produção e a saúde do ambiente e do consumidor. No entanto, existe ainda alguma proximidade entre a produção integrada e a, chamada, agricultura dita convencional. O apoio feito nos mesmos parceiros e fornecedores da agricultura intensiva e alguma tolerância no que diz respeito à utilização de certas substancias faz com que este não seja tão rigorosa quanto desejável. Por um lado, a produção integrada é um passo possível e importante no caminho necessário para uma atividade agrícola mais consciente, por outro podemos colocar a questão de se é ou não ser suficiente.  Ainda assim, no que toca à produção de grande escala, esta é uma alternativa interessante, mas a nível individual ou doméstico a Agricultura Biológica garante, desde logo, a manutenção e produtividade suficiente. Técnicas como a rotação de culturas, a utilização de plantas auxiliares no controlo de pragas e doenças ou a implementação de uma cobertura vegetal são alguns exemplos das práticas que podemos aplicar à horta lá de casa. Desta forma, não só evitamos o consumo de substâncias que podem trazer riscos para a saúde como, e sobretudo, promovemos um ecossistema equilibrado, saudável e trazemos um pouco mais de Natureza para dentro da cidade!

Saiba como tornar a sua horta bio